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O convênio foi firmado em junho de 1983, com a antiga Petrofértil, buscando desenvolver tecnologias não somente com a uréia como fertilizante nitrogenado , mas também com o fosfato como fonte de fósforo, do potássio em substituição ao cloreto de potássio, e o aproveitamento do gesso para a agricultura, dentre outros produtos de seu portifólio.

No início do convênio, 1983, os trabalhos foram concentrados na área de fertilizantes fosfatados, tendo em vista a prioridade de buscar o melhor aproveitamento das jazidas nacionais de fósforo. A partir de 1992, com a privatização da Petrofértil (subsidiária da Petrobras), os estudos foram direcionados para o uso eficiente da uréia, principal produto das Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados – FAFEN/Petrobras.

O convênio foi responsável pela divulgação da uréia, até então desconhecida dos agricultores e pecuaristas do Brasil, pois o mercado era dominado principalmente pelo “salitre do Chile”, produto importado que onerava a balança de pagamentos do Brasil.

Os avanços conseguidos desde então foram enormes. O consumo brasileiro de fertilizantes nitrogenados passou a ser dominado totalmente pela uréia, graças à popularização que o Convênio catalisou por meio das suas ações, além de ter ocorrido uma maior utilização de nitrogênio para as culturas e pastagens, motivada pela sua atraente economicidade quando comparado com outras fontes de nitrogênio, em função do seu alto teor de nitrogênio.

Paralelamente aos trabalhos na área vegetal, o Convênio concentrou esforços no desenvolvimento e teste de produtos para a suplementação mineral na alimentação animal de bovinos (leite e carne), caprinos, ovinos, suínos e aves. Os estudos tem sido direcionados para: (a) desenvolver e difundir tecnologias de uso racional da uréia pecuária na alimentação animal de ruminantes, principalmente de gado-de-leite; e (b) avaliar a viabilidade do uso de suplementos fosfatados brasileiros, naturais e transformados, como fonte de fósforo para suplementação alimentar de animais, isoladamente e em misturas múltiplas.

O Convênio atualmente tem várias ações na área de Pesquisa e Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia, principalmente focadas em Transferência de Tecnologia, pois é preciso que essas pesquisas sejam divulgadas, cada vez mais, para os agricultores, pecuaristas, técnicos e todo o público da cadeia do agronegócio brasileiro.

Hoje, o Convênio Embrapa/Petrobras é reconhecido como importante fórum de discussão técnico-científica no que diz respeito à fertilização nitrogenada na agricultura e nutrição de ruminantes com nitrogênio não-protéico no Brasil.

 
 
 
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